Filmes Comentários

sábado, 20 de outubro de 2018

A ERA DOS IDIOTAS NO PODER

3º Lugar - KIM JONG-UN, "Grande Líder Genial do Povo da Coreia do Norte"

toNy pacHeco
Kim Jong-Un e seu manipulador predileto, Xi Jinping

Nem pensem que vamos tratar o idiota da Coreia do Norte como tratamos presidente borderline da Turquia ou da Polônia. A Coreia do Norte atualmente é um Estado-fantoche da República Popular da China. Mas começou sendo um fantoche da extinta União Soviética (hoje, Rússia), pois foram os russos que invadiram o norte da Península Coreana em 1945, expulsando as tropas do Japão e colocando no poder Kim il-Sung, um dirigente marxista local. Sung, autoritário e messiânico, convenceu a China, seu poderoso vizinho, que os russos apoiavam a invasão da Coreia do Sul, então ocupada pelas tropas dos EUA: em 1950 estourou a Guerra da Coreia, na qual a ONU e os EUA viram os comunistas coreanos apoiados pela Rússia (então, URSS), chegando à capital sul-coreana, Seul. O governo americano logo reagiu e entupiu a Coreia do Sul de soldados e armas e em pouco tempo as tropas de Kim il-Sung recuavam e os militares ocidentais avançavam em direção à capital comunista, Pyongyang. Foi quando a China Comunista, vendo sua fronteira ser ameaçada pelos americanos, mandou mais de 200 mil soldados ajudarem o ditador norte-coreano. Nascia, aí, a subserviência da Coreia da Norte ao governo comunista de Pequim, que depois de três anos sustentando os esforços de guerra norte-coreanos, obrigou os EUA a assinarem um armistício com Kim il-Sung, que se tornou ditador vitalício.
A ditadura de Sung durou até sua morte, em 1994, mas desde 1980 o ditador havia nomeado seu filho Kim Jong-il como sucessor, como se fosse uma monarquia hereditária medieval. Antes de morrer, Sung deu início ao programa nuclear norte-coreano, que teve um incremento fabuloso por parte de seu filho, Jong-il, mais radicalmente stalinista (vertente do marxismo que deu origem, na Coreia do Norte, à ideologia "Juche", de auto-suficiência e isolamento total do país) e disposto a formar um arsenal atômico com ajuda chinesa velada, o que se tornou uma ameaça internacional no governo do terceiro Kim, Kim Jong-Un, neto de Sung e filho de Jong-il. Jong-un assumiu o poder em 2011, logo após o pai morrer.
A verdade, no entanto, é que este programa nuclear que vemos hoje em dia não poderia existir sem a China, país que, dos alimentos aos combustíveis, mantém o regime dos Kim em Pyongyang. Só que os analistas ocidentais, evitam falar claramente sobre isso.
Sem as limitações dos acadêmicos americanos e europeus, o professor brasileiro de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco (São Paulo), Carlos Stempniewski, diz com todas as letras que a Coreia do Norte não passa daquilo que ela realmente é: um Estado-fantoche da China: "No fundo eles estão testando tecnologia que a China não poderia testar porque pegaria muito mal. Nada no mundo acontece de forma isolada e ninguém faz uma coisa dessas sozinho. Se está acontecendo, é porque isso é um elo que tem um outro pedaço. A Coreia do Norte é só o que a gente vê nesse momento. O Kim Jong-Un é um fantoche que está sendo sustentado por alguém." Este único alguém, embora Stempniewski não o nomeie, é a República Popular da China, atualmente comandada por Xi Jinping, que fornece alimentos e combustíveis para sustentar o regime ditatorial de Kim Jong-un.
E assim se conta esta história de Kim Jong-un, um ditador que mantém seu povo nas trevas de um regime medieval onde falta comida, falta liberdade, falta educação e falta, principalmente, emprego, pois milhares (100 mil, segundo várias fontes, inclusive a ONU) de norte-coreanos são obrigados a trabalho semi-escravo na Rússia e China (além de vários outros países) para poder mandar dinheiro para seu governo e suas famílias. Uma tragédia que não tem final possível, pois a Coreia do Norte e a Coreia do Sul são peões no jogo de poder entre China e Estados Unidos e, portanto, não deixarão de ser o que são: países de mentirinha. Pobres coreanos!
A ERA DOS IDIOTAS NO PODER

4º Lugar – YOWERI MUSEVENI, presidente eterno de Uganda
toNY pacheCO
Na verdade, Yoweri Kaguta Museveni não é o único ditador ridículo da África, foi escolhido apenas simbolicamente, porque do Norte do continente, com os militares sanguinários da Argélia, ao Sul, onde reina um idiota na Swazilândia que gasta milhões de dólares com um harém e mantém o povo na miséria e com uma epidemia de AIDS brutal, os africanos são, sem dúvida alguma, o continente onde os idiotas tomam o poder e ficam para sempre, como em Angola, Camarões, Gabão, Guiné Equatorial, Eritréia, Sudão, enfim, um inferno continental.
Museveni é um destes idiotas que chegam ao poder através de golpe de Estado, sendo militar e tendo lutado como guerrilheiro contra o louco Idi Amin Dada, prometia um regime de liberdades democráticas e desenvolvimento, pois arrotava o diploma de economista conseguido na Tanzânia. O povo ugandense viu em Museveni uma esperança de finalmente ser governado democraticamente, pois o discurso dele era sempre sobre Direitos Humanos e passagem rápida pelo poder. Só que a noção dele de rapidez está durando desde 1986: são 32 anos. E nas últimas eleições, de 2016, ele conseguiu um novo mandato de cinco anos, sendo que seu médico pessoal e hoje opositor, Kizza Besigye, e a missão observadora da União Européia, rejeitaram o resultado das eleições, realizadas com proibição das redes sociais da Internet, perseguição aos oposicionistas, prisões arbitrárias e fraude generalizada, sempre com uma Bíblia nas mãos e um sorriso oligofrênico no rosto, como se zombasse da ingenuidade popular.
“Testemunhamos o que deve ter sido o processo eleitoral mais fraudulento na história de Uganda”, disse Kizza Besigye, que adicionou que o problema não é só da corrupção eleitoral, mas também da incompetência técnica primária da comissão encarregada das eleições a mando de Museveni. Kizza também revelou que ele e seus seguidores foram detidos pela polícia do ditador. A missão da União Européia denunciou “a falta de transparência e de independência” e a “atmosfera de intimidação”. Enfim, uma democracia de fachada, como é em quase toda a África.
Uganda vive mergulhada em subnutrição, epidemia de AIDS, disputas tribais e com um presidente que manipula os mais degradantes preconceitos da população analfabeta com uma Lei Antigay que considera a homoafetividade um crime passível de morte. A impressão que se tem ao analisar a vida dos ugandenses e de todos os africanos depois do fim do colonialismo é que eles seriam infinitamente mais prósperos se continuassem nas mãos das potências européias, porque não há miséria maior nem nunca teve do que em Uganda e na esmagadora maioria dos países africanos do que na atualidade. Enquanto isso, os ditadores do continente têm uma vida de supermilionários, gastando dinheiro público com mulheres e jogos na Europa, no Oriente Médio e no Extremo Oriente. Como bradou a comediante Chelsea Handler: "Uganda be kidding me".

A ERA DOS IDIOTAS NO PODER

5º Lugar – ERDOGAN (Recep Tayyip Erdogan), presidente da Turquia

TonY pAcheCO

Erdogan se acha um enviado de Allah e como tal vem agindo na Turquia desde os anos 1990, quando foi prefeito de Istambul, a antiga Constantinopla do Império Romano do Oriente. A partir de 2003, se tornou primeiro-ministro, mas em 2014 assumiu o cargo que sempre pretendeu, o de presidente e depois da tentativa de golpe de Estado que sofreu em 2016 (que os serviços secretos ocidentais desconfiam que foi uma farsa orquestrada pelo próprio Erdogan), simplesmente começou a governar como se a Turquia não fosse um país parlamentarista, o que acabou se tornando realidade, em 2018, ao ganhar, de novo, a eleição presidencial, enfeixando todos os poderes políticos.
Para explicar seu desejo imenso de poder, só mesmo a frase que usou nos primórdios de sua carreira: "A democracia é como um trem: quando se chega ao nosso destino, saímos".
Mas nem sempre Erdogan foi o dirigente autoritário dos dias atuais. Já foi confundido com um político moderno e que queria colocar a Turquia na União Européia, processo ao qual deu início em 2004, com medidas de respeito à imprensa, tolerância com as minorias e respeito aos direitos das mulheres. Contudo, o processo não andava porque subsistiam desconfianças em relação a um dos maiores aliados de Erdogan, Fethullah Gülen, um líder muçulmano hoje refugiado nos EUA, que servia como uma eminência parda do governo, tentando levar a Turquia de volta ao Islamismo repressor de mulheres, cristãos, LGBTs e totalitário em sua essência política. Por causa disso, em 2009, a União Européia suspendeu o processo de adesão turco. Irascível ao extremo, começa a criticar a Europa e enaltecer os valores islâmicos, desistindo de tornar seu país um membro da UE, tal como na fábula da raposa e as uvas...
Acabada a lua de mel com os europeus, um relatório de 2012 da Comissão Europeia acusa Erdogan de ter um governo no qual falta "liberdade de expressão, de pensamento, de consciência e de religião" como um dos impasses às negociações de adesão à UE. Sem mais nenhuma razão para ser simpático, aproxima-se do presidente-ditador da Rússia, Vladimir Putin, e herda as políticas discriminatórias aos LGBTs. Quanto às mulheres, são cada vez mais incitadas a usar o véu islâmico, exemplo dado por sua esposa, que só aparece em público toda coberta de panos.
Mas a grande virada ditatorial de Erdogan se deu mesmo no suposto autogolpe que ele se aplicou em 2016, criando um sofrimento gigantesco para os turcos que acusou de terem tentado derrubá-lo: o governo demitiu nada mais nada menos que 100 mil funcionários públicos e suspendeu outros 30 mil. Dentre os demitidos, 40 mil professores, que estão proibidos de ensinar nas redes pública e privada; 4.000 juízes e promotores que não podem mais trabalhar nem como advogados e centenas de policiais e militares que estão proibidos de trabalhar até como vigilantes em empresas privadas. Além disso, para o tormento ser maior, Erdogan confiscou os passaportes destas 130 mil pessoas acusadas de “golpistas” para que não fujam da Turquia.
Considerado por seus críticos um pretenso sultão otamano (otário + muçulmano), Erdogan faz tudo para confirmar a acusação. Construiu um palácio presidencial em Ancara para si mesmo com 1.000 aposentos a um custo de mais ou menos 1,1 bilhão de reais, o que foi visto pela oposição também como uma forma de corrupção, pois a construção teria sido como a dos estádios brasileiros da Copa do Mundo, superfaturada.
Resumo da ópera: a Turquia vive uma tirania onde as mulheres voltaram ao passado de opressão e quem se aventurar a se opor ao presidente será perseguido implacavelmente. Pobre Turquia!
Por fim, seis das milhares de idiotices da mente insana de Recep Erdogan:
1) “Não vamos permitir que os turcos sejam devorados por Youtube e Facebook.”
2) “Vamos erradicar o Twitter. Não importa o que diga a comunidade internacional.”
3) “Nos falam sobre planejamento familiar. Nenhuma família muçulmana pode ter essa mentalidade.”
4) “Mulher sem filho é uma pessoa pela metade.”
5) “Uma mulher que renuncia à maternidade dizendo “estou trabalhando”, na prática renuncia à sua feminilidade.”
6) “As mesquitas são nossos quartéis, as cúpulas são nossos capacetes, os minaretes nossas baionetas e os fiéis, nossos soldados.”
Quando você lê esta sexta frase, totalmente belicosa, insuflando as massas islâmicas a irem à guerra contra tudo que não seja muçulmano, você lembra logo do Estado Islâmico e aí depois você lê a resposta que Erdogan deu ao “The New York Times”, que acusou a Turquia de ser “uma das principais fontes de recrutamento para o EI", também chamado de ISIS – Estado Islâmico na Síria e Iraque: "A Turquia é contra o terrorismo de todos os tipos, sem discriminação. Nós nunca aceitamos o conceito de "terrorismo islâmico". Ninguém pode atribuir terrorismo ao Islam, que é uma religião de paz ", disse o aprendiz de sultão.
E aí? Você fica com o “The New York Times” ou com a autodefinição de Erdogan? Difícil, né verdade?
A ERA DOS IDIOTAS NO PODER

6º Lugar – ANDRZEJ DUDA, Polônia



toNY PaCHEco
Você achou estranho o candidato à Presidência do Brasil, Cabo Daciolo, querer governar nosso país com participação de Deus e Jesus Cristo? Ele não está inovando. Você não imagina o que aconteceu na Polônia dois anos atrás, quando o presidente daquela nação entronizou Jesus Cristo como “Rei da Polônia”, sim, a república polonesa na verdade é uma monarquia celestial agora e o presidente Andrzej Duda é apenas um emissário dos céus. Um dos países mais radicalmente católicos do mundo, que deu, inclusive, o papa João Paulo II, nascido Karol Wojtyla, tem bispos que vivem a proclamar que a Polônia é “o reinado de Nosso Senhor”. 
Isso é muito doido, mas seria menos doido se o próprio chefe de Estado, o presidente Duda, não participasse e ainda levasse para a solenidade a mãe e vários ministros de Estado. E, lembremos, a Polônia é parte da União Européia, um “superEstado” supranacional que prevê a estrita separação entre o Estado e a religião.
As explicações oficiais para o assunto são de uma idiotice que resvala para a esquizofrenia: "A razão providencial e mais próxima para esse ato deve ser encontrada nas revelações recebidas pela serva de Deus Rozalia Celakówna", diz o padre Paul McDonald: "De acordo com ela, o Senhor pediu para ser devidamente entronizado como Rei da nação polonesa, de um modo especial e não apenas nos corações dos poloneses. Isso salvaria a Polônia da próxima guerra que viria". Não precisa dizer mais nada.
O presidente Duda é do tipo que acredita que leis alteram a realidade: nos últimos dias promulgou uma lei que ameaça com sentenças de até três anos de prisão quem usar a frase “campos de concentração poloneses” ou sugerir que o país foi cúmplice dos crimes da Alemanha nazista. Na mesma hora, dois líderes mundiais se revoltaram com a lei: “Em nenhuma circunstância aceitaremos que se reescreva a história”, bradou o premier israelense, Benjamin Netanyahu, lembrando que muitos poloneses participaram, sim, do extermínio, pois até hoje em dia o antissemitismo grassa pela Polônia. Também o presidente russo, Vladimir Putin, que é acusado por muitos de controlar certos setores do atual governo autoritário polonês, revoltou-se com a lei, pois ela pode revelar fatos que a Rússia prefere esquecer, como o extermínio de soldados polacos pelo Exército Vermelho soviético.
Até o momento em que Hitler ascendeu ao poder na Alemanha Nazista, a Polônia tinha o maior número de judeus da Europa: 3,2 milhões de pessoas. Os nazistas, amparados num tratado com o dirigente soviético (Rússia), Jozif Stálin, ocuparam a Polônia em 1939 e construíram ali campos de concentração para extermínio de judeus em Auschwitz e Treblinka. Os judeus que viviam na Polônia foram mortos pelos nazistas com a participação de muitos poloneses que aderiram ao nazismo e com o silêncio cúmplice da então União Soviética (atual, Rússia). 
Hoje, dos 3,2 milhões de judeus poloneses, existem 10 mil. Eu disse, dez mil. 
E ainda assim o presidente Duda fez uma lei que levará para a cadeia quem disser que algum polonês colaborou com os campos de extermínio de judeus. Os idiotas, definitivamente, não têm limites e os poloneses votaram num idiota e agora estão tendo que administrar um governo nitidamente neonazista que quer apagar a memória da Humanidade sobre o Holocausto, “tirando o dos poloneses da reta...”
O presidente Duda, para colocar em prática suas idéias anti-Europa e racistas, tem feito um programa de mudanças que inclui censura à imprensa e colocação de rádios e TVs oficiais sob seu estrito controle. Tem sido feita também uma estrita censura a peças de teatro e programas televisivos contra aquilo que chamam de "inverdades" e “pornografia”.
Duda também enfrentará um teste de força esta semana: ele quer aposentar um terço (1/3) da Suprema Corte da Polônia, porque considera os juízes antigos seus adversários na luta que ele empreende contra os poloneses que querem continuar na União Européia, os imigrantes muçulmanos e os judeus. A presidente da Suprema Corte, Malgorzata Gersdorf, desafiou o presidente da República dizendo que “Eu virei trabalhar, já que de acordo com a Constituição tenho um mandato de seis anos para completar”. O mandato só acaba em 2020. Mas Duda quer que quem tenha mais de 65 anos de idade saia já.
Diante da ameaça de um enfrentamento de poloneses contra poloneses, o líder da luta da Polônia contra o domínio soviético (Rússia) e Prêmio Nobel da Paz, Lech Walesa, dirigente do histórico sindicato Solidariedade, declarou que “se de algum modo a equipe governante atacar a Suprema Corte, então eu vou a Varsóvia. Chega de destruir a Polônia.” 
Como sempre acontece em países que caem sob regimes fascistas, uma boa parte da população apóia. Em novembro de 2017, por exemplo, uma grande manifestação em Varsóvia, com participação de neonazistas de vários cantos da Europa, marchou sobre a capital contra a imigração islâmica, os judeus e a democracia. Os neofascistas exigiram “que se defendam os valores cristãos” das supostas “invasões islâmicas e do liberalismo”. Os dirigentes europeus de hoje, tal qual os dirigentes da Inglaterra, da França e dos Estados Unidos à época de Hitler, botam panos quentes e se recusam a tomar uma providência em relação ao avanço das idéias totalitárias na Europa. Para se ver o quanto é grave a situação da Polônia sob o governo Duda, diante dos 60 mil jovens neofascistas marchando em Varsóvia, o ministro do Interior, Mariusz Blaszczak, foi à TV pública, TVP, declarar que os manifestantes eram “patriotas que expressaram o seu amor pelo país”.
Andrzej Duda é também um esperto manipulador dos interesses do presidente russo Vladimir Putin, de destruir ou enfraquecer a União Européia (desejos que comunga com o presidente Donald Trump, dos EUA). Enquanto troca juras de amor com Putin, em julho de 2017, Duda assinou uma lei “contra a propaganda comunista”, que iniciou a demolição de 230 monumentos soviéticos na Polônia. A maioria dos 230 monumentos lembra que foram os russos que fizeram a libertação da Polônia do domínio da Alemanha nazista. Putin ficou furioso, mas de prático não fez nada até agora.
Duda quer reescrever a história polonesa. De acordo com o Instituto de Memória Nacional da Polônia, para a maior parte da população polonesa, o Exército Vermelho trouxe "nova escravidão". 
Por fim, quem ao começar ler este artigo sobre o presidente polonês achou que quem está por trás de Andrzej Duda é Jesus Cristo, fica a dica: Duda é apenas uma marionete do verdadeiro homem-forte da Polônia, Jarosław Kaczyński, chefe absoluto do partido governista Lei e Justiça (PiS, na sigla polonesa). Irmão do ex-presidente Lech Kaczyński , que morreu na Rússia, em 2010, na explosão de um avião Tupolev com uma comitiva de mais de 80 poloneses, Jarosław é conservador ao extremo e segundo se diz, acabará levando a Polônia para fora da União Européia, como Orban, da Hungria: ou pedindo para sair ou sendo expulso. Duda, nisso tudo, é apenas um boneco. Um boneco que está para fazer um estrago histórico monumental na vida dos poloneses e de todos os europeus. Bem feito!

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A ERA DOS IDIOTAS NO PODER



7º Lugar – JOKO WIDODO, presidente da Indonésia

toNY paCHEco

A Indonésia é um incrível país onde um candidato a presidente derrotado, o general linha-dura Prabowo Subianto, obrigou seu adversário civil, Joko Widodo, a se tornar mais radical de direita que seu inimigo para poder vencer. Nas eleições de 2014, Subianto, como militar de carreira e chefe do setor de repressão do Exército indonésio, bradava que tinha autoridade para “acabar com a corrupção e o tráfico de drogas” e acusava Widodo, então ex-governador de Djakarta, de ser fraco para a tarefa. Isso numa campanha eleitoral que Widodo, conhecido pelo apelido de Jokowi, era tido como “o Obama indonésio”, por sua jovialidade e idéias “modernas”. Os marqueteiros de Jokowi não tiveram dúvidas: no último minuto mudaram a figura pública de Widodo e “o tornaram” implacável, o que ele acabou tendo que mostrar na prática quando ganhou e tomou posse como novo presidente indonésio. A partir daí, a intolerância em relação a opositores, usuários de drogas, pequenos furtos, LGBTs, está num crescendo que nos últimos anos, segundo a Human Rights Watch, mais de 500 pessoas já foram açoitadas publicamente por “atos contra a natureza” (homossexualidade) ou mulheres por terem traído os maridos. A Anistia Internacional diz que "leis amplas e vagamente formuladas foram usadas para restringir arbitrariamente os direitos à liberdade de expressão, de reunião pacífica e de associação" na Indonésia.
Na prática, a imagem dura de Joko Widodo não modificou em nada o tráfico e uso de drogas na Indonésia, um país de 250 milhões de habitantes vivendo em mais de 7 mil ilhas. É impossível o controle de fronteiras no maior arquipélago da Terra e o país é o maior entreposto de drogas da Ásia, sendo distribuidor para todo o continente e também para a Austrália, dos entorpecentes vindos da Tailândia, China e Malásia, entre outras fontes.
O discurso antidrogas, que já fuzilou, inclusive, os brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, não reduziu o consumo no país, onde está a Ilha de Bali, um local que recebe 3,5 milhões de turistas estrangeiros por ano (o Brasil inteiro só recebe 5 milhões...), e que é um paraíso de drogas “ajudado” por uma das polícias mais corruptas do mundo, segundo testemunha outro brasileiro: João Paulo Morais, que morou na Indonésia, diz que “a corrupção é tão institucionalizada que se enxerga ela todo dia” e instrui os possíveis turistas brasileiros que levem sempre um dinheiro extra no bolso para subornar os policiais que cismarem com a sua cara na rua.
Mas a razão principal de Joko Widodo estar na lista dos idiotas no poder mundial é o fato de que os americanos presos por tráfico de drogas na Indonésia não terem sido fuzilados. Quando a decisão de Widodo de fuzilar estrangeiros movimentou o mundo, o porta-voz do presidente dos EUA de então, Barack Obama, mandou um recado duro para o indonésio: “se um americano for fuzilado o presidente indonésio será alvo de busca no mundo todo”. E o próprio Obama declarou: “Quero ver se ele tem coragem de matar um americano” e o embaixador americano em Djakarta foi curto e grosso: “Se executarem um americano por drogas, em menos de 12 horas as bases militares da Indonésia serão atacadas”. Widodo preferiu matar os dois brasileiros, afinal, a ex-presidente Dilma Rousseff o máximo que poderia fazer era lamentar, pois o Brasil não tem nem bombinhas de São João para jogar em ninguém. E Widodo ainda tripudiou de nosso governo, dizendo que deveríamos cuidar dos brasileiros que morrem por falta de assistência em saúde e pela insegurança pública.


Que rapazinho danadinho esse Jokowi, quando alguém pisa forte, ele recua. E com os fracos ele é um Hulk...
A ERA DOS IDIOTAS NO PODER                           

8º Lugar – NICOLÁS MADURO, presidente da Venezuela

TonY PachECo

Não se pode falar no presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem falar que ele acredita que o ex-presidente e seu mentor político, o tenente-coronel Hugo Chávez, reencarnou num passarinho e apareceu para ele: “De repente, entrou um passarinho e deu três voltas sobre mim. E eu senti o espírito de Chávez”. A principal característica do poder de Maduro na Venezuela é também herdada de seu padrinho Chávez: ele muda a Constituição do país e as leis eleitorais a seu bel prazer e se elege com percentuais ridículos, pois são inflados por uma abstenção crônica, porque o povo venezuelano há muito não acredita em eleição. Com esta manobra, Chávez ficou 14 anos no poder, e Maduro, que assumiu no lugar do “comandante” morto em 2013, segue o mesmo caminho, podendo se reeleger infinitas vezes.
De concreto, um idiota que se diz socialista, mas mantém todos os meios de produção nas mãos de uma elite preguiçosa que nunca diversificou a economia venezuelana, toda ela centrada na extração de petróleo, que tem nos EUA o maior comprador. Enquanto vomita uma cantilena antiimperialista contra Washington, Chávez, antes, e, agora, Maduro, pegam mais de 30 milhões de dólares por dia dos americanos por conta do petróleo venezuelano. E por outro lado, a elite preguiçosa e o governo de Maduro e antes do dele todos os outros governos, de direita e de esquerda, não produzem nada em território venezuelano, comprando de fralda de bebê a automóveis no exterior.
Agora o novo líder das massas venezuelanas lançou um plano econômico baseado numa criptomoeda chamada “Petros”, lastreada no petróleo do país (é o quinto maior produtor mundial...), só que há muitos anos o petróleo virou uma moeda podre, já que o preço do dia pra noite vai de 40 a 100 dólares e volta a 50 e sobe pra 51 ou 101. Isto é, quem pretende estabilizar uma economia baseada numa commodity que muda de preço todo dia, ou é imbecil ou está delirando.
E o povo venezuelano está fugindo do seu “amado” Maduro: já são mais de 2 milhões de refugiados que saíram da Venezuela para a Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Brasil etc.
E para terminar, nada como lembrar algumas das dezenas de idéias “geniais” de Nicolás Maduro:
1) “Hugo Chávez foi infectado com câncer por um poder estrangeiro”;
2) “Simon Bolívar acabou órfão de esposa”;
3) “Vocês sabem que quando digo uma coisa, digo outra”;
4) “Venezuela e Portugal estão no mesmo continente (...). A única coisa que os separa é o Oceano Atlântico”;
5) “Somos anticapitalistas e a idéia é deixar os venezuelanos sem capital” (nisso, parece que não estava delirando, deixou mesmo os venezuelanos numa merda sem precedentes e com uma inflação de quase 1.000.000%);
6) “A maioria de nossas importações vem de fora da Venezuela”;
7) “Não duvidem de mim nem um milímetro de segundo”.
Mas, acreditem, este Tiririca do Mar das Antilhas não é apenas um frasista idiota, persegue os opositores de maneira cruel e já foi ameaçado de denúncia no Tribunal Penal Internacional por prisões arbitrárias, assassinatos de opositores e tortura de prisioneiros políticos. Desde 2015, quando perdeu as eleições legislativas e o controle do Congresso, manipulou a Suprema Corte a seu favor (huuuuum! Acho que já vi isso antes...) e hoje governa sem ter que consultar os deputados venezuelanos.


O prêmio Nobel de Literatura Mário Vargas Llosa deveria ter dedicado a Maduro o seu “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano”...
A ERA DOS IDIOTAS NO PODER

por ToNY pachecO


9º Lugar – VIKTOR ORBAN, primeiro-ministro da Hungria



Orban se tornou o primeiro-ministro mais jovem da Europa em 1998, quando, chefiando o seu partido Fidesz (a sigla para a insuspeitável Aliança dos Jovens Democratas), fez mudanças na Hungria para torná-la pronta para entrar na União Europeia, em 2004. Um dos principais atos do seu governo foi tornar Budapest um dos mais ardorosos membros da OTAN, a aliança militar chefiada pelos Estados Unidos, o que mostrava o seu firme alinhamento com os líderes americanos e da Europa Ocidental para afastar, “para sempre”, a imagem da antiga Hungria dominada pelos marxistas da extinta União Soviética.
Mas tudo deu errado em termos econômicos e ele perdeu as eleições para renovar seu mandato e saiu corrido da Hungria.
Como todo político formado na linha de Maquiavel (os que não seguem esta linha perdem sempre...), se adaptou aos novos tempos e ficou no trabalho insidioso de combater os governantes que o sucederam, dizendo que os húngaros estavam mais pobres e que a União Européia (o que ele chama de “Eixo Bruxelas, Berlim e Paris”), “chefiada pelos banqueiros judeus”, no delírio nacionalista agora adotado, era responsável por tudo de ruim que acontecia: 1/3 dos húngaros na pobreza.
Em 2010, venceu. Começou a mostrar sua face autoritária. Em 2014, venceu de novo, agora adotando um linguajar tipicamente anti-Europa e antiimigração e perseguindo cruelmente seus opositores, com a ajuda da amizade recém-feita com o presidente russo, Vladimir Putin, que faz um empréstimo milionário ao governo húngaro para suprir a torneira financeira da União Européia que estava secando. Aí, se esbalda, faz declarações públicas contra a oposição interna, demite juízes, muda as leis e toma o controle do Estado. Seus amigos empresários, chefiados pelo íntimo Lajas Simicska, ganha todas as licitações para construir estradas, usinas de energia, enfim, como já se viu no Brasil, Orban coloca o Estado Húngaro a serviço dos interesses econômicos dos seus amigos. Anos depois briga com Simicska e este caminha para a quase pobreza, pois não vence mais uma licitação sequer.
Em 2018, vence de novo, com apoio de 48% dos eleitores, embora pouco mais de 60% dos eleitores participaram das eleições. Sentindo-se fortalecido, desde abril deste ano, Viktor Orban começou a jogar pesado, declarando que:
1) “A imigração é a maior ameaça à Europa e tem que parar”;
2) A partir de 2019, os “Estudos de Gênero” estarão proibidos nas universidades (para agradar a extrema-direita homofóbica que sai em bandos fascistas pelas grandes cidades húngaras espancando travestis e “drogados”...);
3) Adota lei que pune com prisão qualquer húngaro que ajudar um africano ou asiático a entrar no país e faz declaração racista ostensiva: “Nós não queremos que nossa cor seja misturada com outras cores”, numa agressão explícita contra os africanos que chegam à Europa fugindo da tirania e da miséria em seus países;
4) Torna-se tão caricato anticomunista, que ameaça a cervejaria Heineken para que tire a estrela vermelha do seu rótulo em território húngaro, tudo escondendo seu apoio a empresários húngaros na Romênia que brigam com a Heineken local;
5) Suspende o fornecimento de comida aos imigrantes que estão em campos de concentração nas fronteiras da Hungria com a Sérvia e a Croácia, para forçá-los a sair do país;
6) Depois de construir uma cerca de arame farpado entre a Hungria e a Sérvia e Croácia, promete uma cerca maior ainda na fronteira com a Romênia monitorada com câmeras e postos militares para fechar de vez o país;
7) Obriga, por asfixia de falta de anúncios oficiais, o fechamento do jornal “Magyar Nemzet”, após 80 anos de existência. O jornal apoiou Orban no início de sua carreira, até ele começar com seu novo discurso racista atual;
8) Orban declara a Hungria “O último bastião na luta contra o Islamismo na Europa”;
9) Obriga o megabanqueiro George Soros (atualmente vivendo nos EUA, mas nascido na Hungria de pais judeus) a fechar sua ONG em prol das liberdades (Open Society Foundations), com filial em Budapest. Soros, que financia a Universidade da Europa Central, na capital húngara, declara que “a Hungria atual é um Estado mafioso com inconfundível fedor antissemita”;
10) Com medo de perseguições, num clima de fascismo declarado, vários juízes do Conselho Nacional de Justiça da Hungria renunciam, em 2018, logo após a terceira vitória de Orban (contestada pelas oposições, que o acusam de “fraude”), com medo de represálias do governo.
Com dois terços do Parlamento, Viktor Orban está muito próximo de sair da União Européia, se não for pelos próprios pés, será pela expulsão e finalmente pode até mudar (com sua maioria acachapante no Parlamento), o nome da Hungria para “Orbanistão”, na gozação que seus inimigos do Partido do Cão de Dois Rabos (MKKP, na sigla em húngaro). O MKKP, em abril deste ano, espalhou cartazes por Budapest ironizando o fascismo de Orban: “Mais demagogia para todos”, “Abaixo a imprensa e a Educação” e “Chega desse absurdo chamado democracia”. É, só rindo (pra não chorar)...
P.S.: Viktor Orban quer uma Hungria só de húngaros, como os nazistas da Alemanha com seu "arianismo" nos anos 1930. Só que esquece (amnésia seletiva), que os húngaros também foram imigrantes. A Hungria, quando os húngaros chegaram lá no século IX d.C., era habitada por descendentes dos hunos de Átila, eslavos e outros povos. Os húngaros atuais vieram fugidos da Ásia (a Leste dos Montes Urais, onde hoje é a Rússia), quer dizer, eram migrantes também. Mas, claro, político é ignorante por conveniência e diz o que é mais apropriado para seus eleitores idiotas. Imigrante agora é "o outro asiático"...