Ricardo Líper
Sem comentários. Apenas acesse.
http://www.youtube.com/watch?v=NhGHE8Lkw_Q
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Há uma Guerra Civil, sim!
tonY pachecO
Uma reflexão sobre a tomada de Porto Seguro, ontem, 30.11, pela marginalidade. Nos programas de TV dedicados a crimes, os policiais têm sido chamados, ultimamente, de “GUERREIROS”. Pode ser um modo de estimulá-los e dignificá-los em sua tarefa de defesa da sociedade civilizada. Contudo, raciocinem comigo: se eu sou guerreiro e estou em combate, do outro lado também há... guerreiros. Não é verdade? Guerra só se faz com dois lados. Impossível eu ser guerreiro numa guerra que do outro lado não haja guerreiros também.Combinado isso, os incêndios em Porto Seguro e aquela ocupação avisada aos traficantes da Rocinha nos dizem, claramente, que há uma guerra civil no Brasil e que os dois lados têm territórios ocupados e o “lado de lá” (o dos ladrões de cargas, de bancos, os traficantes) eles têm vários “QUINTA COLUNAS” do lado de cá: policiais, juízes, políticos e, por que não, jornalistas também: “Tropa de Elite” não é ficção, é “REALITY SHOW”.Dito isso, quero lembrar o primeiro grande assalto a banco no interior da Bahia, ainda em 2005, no governo de Paulo Souto, QUE NÃO FEZ NADA DE CONCRETO contra isso, o mesmo o que o atual faz. Dêem uma olhada na notícia extraída do sitepopular.com.br:
“Cerca de 15 homens, armados com metralhadoras, assaltaram a agência do Banco do Brasil, em Itacaré, no sul do Estado, na manhã desta terça-feira, 1º.2.2005. Além da instituição bancária, o grupo também assaltou uma casa lotérica e a loja de telefonia da Tim, levando dinheiro, aparelhos de celular e máquinas fotográficas.
Os assaltantes chegaram ao Banco do Brasil em dois carros – um Gol e uma caminhonete L200.
A Polícia foi acionada e chegou ao local quando o grupo estava partindo. Houve troca de tiros e perseguição, mas ninguém ficou ferido. A Polícia Militar seguiu os homens até a estrada e conseguiu prender um policial de Salvador, cujo nome não foi revelado, suspeito de ajudar na fuga do grupo”.
Alex Ferraz e eu fizemos, na época que este tipo de assalto era novidade total, uma abertura a quatro mãos para a coluna dele na “Tribuna”, a coluna “Em Tempo”. Fazíamos a previsão fatídica de que nos próximos anos a melhor opção de assalto a banco na Bahia se tornaria as agências do interior do estado. E por quê? Porque na maioria das cidades interioranas, há dois ou três policiais, uma ou nenhuma viatura e quando há viatura, está quebrada, e quando não está quebrada, está sem combustível. Num quadro destes, é fácil FECHAR a maioria dos 417 municípios baianos. Leva-se o que há no banco e ainda dinheiro do povo, objetos de valor, veículos e ATÉ ARMAS de algum policial afoito que esteja zanzando pela cidade. Não deu outra. A GUERRA CIVIL está aí. O que aconteceu em Porto Seguro, ontem, 30.11.2011, é emblemático: há guerreiros do lado da Polícia, sim, mas há guerreiros do outro lado também, e eles estão bem armados e decididos a incendiar tudo.Tenho certeza que Alex está com saudades de 2005, como eu, pois, no Brasil e, na Bahia, especificamente, a perspectiva é sempre as coisas PIORAREM. Quem viver, verá.
Uma reflexão sobre a tomada de Porto Seguro, ontem, 30.11, pela marginalidade. Nos programas de TV dedicados a crimes, os policiais têm sido chamados, ultimamente, de “GUERREIROS”. Pode ser um modo de estimulá-los e dignificá-los em sua tarefa de defesa da sociedade civilizada. Contudo, raciocinem comigo: se eu sou guerreiro e estou em combate, do outro lado também há... guerreiros. Não é verdade? Guerra só se faz com dois lados. Impossível eu ser guerreiro numa guerra que do outro lado não haja guerreiros também.Combinado isso, os incêndios em Porto Seguro e aquela ocupação avisada aos traficantes da Rocinha nos dizem, claramente, que há uma guerra civil no Brasil e que os dois lados têm territórios ocupados e o “lado de lá” (o dos ladrões de cargas, de bancos, os traficantes) eles têm vários “QUINTA COLUNAS” do lado de cá: policiais, juízes, políticos e, por que não, jornalistas também: “Tropa de Elite” não é ficção, é “REALITY SHOW”.Dito isso, quero lembrar o primeiro grande assalto a banco no interior da Bahia, ainda em 2005, no governo de Paulo Souto, QUE NÃO FEZ NADA DE CONCRETO contra isso, o mesmo o que o atual faz. Dêem uma olhada na notícia extraída do sitepopular.com.br:
“Cerca de 15 homens, armados com metralhadoras, assaltaram a agência do Banco do Brasil, em Itacaré, no sul do Estado, na manhã desta terça-feira, 1º.2.2005. Além da instituição bancária, o grupo também assaltou uma casa lotérica e a loja de telefonia da Tim, levando dinheiro, aparelhos de celular e máquinas fotográficas.
Os assaltantes chegaram ao Banco do Brasil em dois carros – um Gol e uma caminhonete L200.
A Polícia foi acionada e chegou ao local quando o grupo estava partindo. Houve troca de tiros e perseguição, mas ninguém ficou ferido. A Polícia Militar seguiu os homens até a estrada e conseguiu prender um policial de Salvador, cujo nome não foi revelado, suspeito de ajudar na fuga do grupo”.
Alex Ferraz e eu fizemos, na época que este tipo de assalto era novidade total, uma abertura a quatro mãos para a coluna dele na “Tribuna”, a coluna “Em Tempo”. Fazíamos a previsão fatídica de que nos próximos anos a melhor opção de assalto a banco na Bahia se tornaria as agências do interior do estado. E por quê? Porque na maioria das cidades interioranas, há dois ou três policiais, uma ou nenhuma viatura e quando há viatura, está quebrada, e quando não está quebrada, está sem combustível. Num quadro destes, é fácil FECHAR a maioria dos 417 municípios baianos. Leva-se o que há no banco e ainda dinheiro do povo, objetos de valor, veículos e ATÉ ARMAS de algum policial afoito que esteja zanzando pela cidade. Não deu outra. A GUERRA CIVIL está aí. O que aconteceu em Porto Seguro, ontem, 30.11.2011, é emblemático: há guerreiros do lado da Polícia, sim, mas há guerreiros do outro lado também, e eles estão bem armados e decididos a incendiar tudo.Tenho certeza que Alex está com saudades de 2005, como eu, pois, no Brasil e, na Bahia, especificamente, a perspectiva é sempre as coisas PIORAREM. Quem viver, verá.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Salvador, Cidade Negra
Carlos Baqueiro
cbaqueiro@terra.com.br
Salvador é a cidade com maior número de negros do País. Com 743,7 mil pessoas, a capital baiana está na frente de São Paulo (736 mil) e Rio de Janeiro (724 mil). A constatação faz parte do Mapa da População Preta & Parda no Brasil, segundo os Indicadores do Censo de 2010.
Provavelmente, graças a toda essa representatividade, em meados de novembro vários chefes de Estado participaram da montagem da Declaração de Salvador. No documento, os líderes reafirmaram o compromisso com a eliminação completa e incondicional do racismo e de todas as formas de discriminação e intolerância, o que a presidente Dilma, também participando do encontro, reiterou em discurso.
Nessa cidade de negros, até gente importante na mídia tem seu dia de constrangimento. O cantor do Grupo Psirico, Márcio Victor, disse ter sido atacado verbalmente, durante um dos dias de carnaval, por um homem branco no camarote em que estava: "Fui chamado de negro, favelado e pobre".
Mas não só de ataques verbais vive o carnaval. Se tem algo que pode ser visto com certa frequência é a polícia prendendo e batendo em negros. A foto que inicia este texto é um dos exemplos disso.
De tempos em tempos podemos ler nos jornais notícias parecidas. Aqui em Salvador, no Rio de Janeiro, ou em São Paulo. O racismo no Brasil não é algo novo. Já foi até mesmo incentivado (explicado "cientificamente" !!!) por intelectuais e especialistas da área médica.
Em 1905, por exemplo, o médico "baiano" (nascido no Maranhão) Nina Rodrigues teorizava sobre os negros em um trabalho chamado “Africanos no Brasil”:
“A raça negra no Brasil, por maiores que tenham sido seus incontestáveis serviços à nossa civilização, por mais justificadas que sejam as simpatias de que a cercou o revoltante abuso da escravidão, por maiores que se revelem os generosos exageros de seus turiferários, há de constituir sempre um dos fatores de nossa inferioridade como povo”.
Cem anos se passaram e ainda hoje se discute, por exemplo, a viabilidade ou não de cotas para negros e seus descendentes na entrada para as universidades públicas. Sabe-se que no Brasil, desde a extinção da escravidão, os negros não têm sido contemplados com políticas públicas de caráter compensatório.
Na realidade, as estatísticas nos mostram o contrário.
Uma análise dos indicadores sociais que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou em 1999, permite aferir que a população branca ocupada tinha um rendimento médio de 5 salários mínimos, enquanto os negros e pardos alcançavam valores em torno de 2 salários mínimos.
Não é difícil perceber também o quanto a mídia vai reforçando este processo de distinção, quase eliminando a presença de gente de cor preta para trabalhos em novelas e na publicidade, por exemplo. E as evidências de um racismo enrustido na sociedade podem ser verificadas nas palavras de gente de todas as etnias.
Jonas, negro, petroleiro, 43 anos, concorda que o racismo está incrustado na cultura baiana: “Desde pequeno senti na pele diversas vezes uma certa diferenciação que os próprios professores criavam entre os brancos e negros na sala de aula”.
Na escola, na empresa ou fazendo compras, os negros têm muito que lutar para diminuir os preconceitos contra eles.
A comerciária Vera, branca, 40 e poucos anos, diz não ser racista, mas não nega que teria receio se aparecessem dois negros entrando na loja em que trabalha, em um shopping center, mesmo bem vestidos. “Os ladrões que aparecem na TV sempre são negros”, defende-se a vendedora, com um leve sorriso, meio sem graça, em referência a um dos personagens do belíssimo filme Crash.
Prima de Lula aguarda cirurgia do SUS
A nota abaixo saiu no site claudiohumberto.com.br e mostra que o SUS ("a saúde de Primeiro Mundo", nas palavras de Lula) é cruel com quem não é ex-presidente da República. Nem vou comentar nada, leia e fique indignado, se ainda puder.
30/11/2011 | 00:00
Doendo na carne
Com câncer na garganta, muitas dores e sem voz, a prima de Lula, Ana Silva (72), aguarda cirurgia num hospital público em Santo André (SP).
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
ANP não vê Cartel do Combustível mandar em Salvador
A ANP do PCdoB é assim: não ouve, não fala e não vê o Cartel dos Combustíveis
tony PAcheco
Circulando por Salvador neste domingo (Suburbana, Itapajipe, Barra, Pituba, S. Cristóvão etc. etc.), além dos buracos, cada vez mais numerosos, largos e profundos, deparei-me novamente com a prova concreta que HÁ, SIM, um CARTEL de combustíveis em Salvador.
Só quem não vê é o Ministério Público e a ANP - Agência Nacional de Petróleo.
Em todos os postos pelos quais passei a gasolina comum custa 2,79. Todos. Isto só se via na época da ditadura militar, quando o governo é quem dizia quanto o litro de combustível iria custar. Com a vitória do neoliberalismo na condução da política econômica, a partir do regime democrático, o preço do litro de gasolina ficou liberado. Cada dono de posto pode colocar o preço que quiser.
Mas, em Salvador, NÃO.
Aqui, o CARTEL (que é proibido por lei) estabelece um preço só, como se vivêssemos na economia controlada da época dos militares.
E a ANP, que é chefiada por Haroldo Lima, o maior líder do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na Bahia, nada faz, nada vê, fica caladinha.
Ah, em tempo: a ANP é chefiada pelo mesmo partido que chefia o Ministério dos Esportes, aquele das ONGs do Segundo Tempo. Tuti buona gente!
tony PAcheco
Circulando por Salvador neste domingo (Suburbana, Itapajipe, Barra, Pituba, S. Cristóvão etc. etc.), além dos buracos, cada vez mais numerosos, largos e profundos, deparei-me novamente com a prova concreta que HÁ, SIM, um CARTEL de combustíveis em Salvador.
Só quem não vê é o Ministério Público e a ANP - Agência Nacional de Petróleo.
Em todos os postos pelos quais passei a gasolina comum custa 2,79. Todos. Isto só se via na época da ditadura militar, quando o governo é quem dizia quanto o litro de combustível iria custar. Com a vitória do neoliberalismo na condução da política econômica, a partir do regime democrático, o preço do litro de gasolina ficou liberado. Cada dono de posto pode colocar o preço que quiser.
Mas, em Salvador, NÃO.
Aqui, o CARTEL (que é proibido por lei) estabelece um preço só, como se vivêssemos na economia controlada da época dos militares.
E a ANP, que é chefiada por Haroldo Lima, o maior líder do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na Bahia, nada faz, nada vê, fica caladinha.
Ah, em tempo: a ANP é chefiada pelo mesmo partido que chefia o Ministério dos Esportes, aquele das ONGs do Segundo Tempo. Tuti buona gente!
sábado, 26 de novembro de 2011
Filme sobre uma mulher culta, brava e livre.
Rachel Weisz está magnífica como Hipátia de Alexandria
TONY pacheco
“Alexandria/Ágora”, é o filme do diretor espanhol Alejandro Amenábar, lançado na Espanha, em 2009, e que por aqui passou sem alarde, compreensivelmente, pois mostra o nascimento do Cristianismo como uma das mais intolerantes religiões da História. O filme é estrelado por Rachel Weisz, que vive Hipátia, uma professora de filosofia, matemática e astronomia, completamente ignorada pela historiografia oficial. Eu mesmo, ex-professor de História, como nunca fui ensinado sobre esta mulher fantástica, também nunca ensinei a meus alunos. Falha minha.
Hipátia viveu em Alexandria, no Egito, entre os anos 355 e 415 d.C., época da dominação romana quando os cristãos deixavam de ser perseguidos no Império Romano para se tornarem os perseguidores dos judeus e dos seguidores dos deuses greco-romanos.
Este momento é esclarecedor, pois o filme nos mostra como esta religião, como todas as outras, tem sempre a veleidade de ser o ÚNICO caminho para a divindade. E para se consolidar como tal, precisa exterminar todas as outras crenças concorrentes. A destruição da Escola de Alexandria, onde Hipátia lecionava, e do que restou da Biblioteca de Alexandria dos tempos de Alexandre, O Grande, é um momento emblemático que demonstra como o Catolicismo e todo o Cristianismo se tornaram inimigos do Conhecimento, como hoje fazem os muçulmanos, também criticados pelos cristãos atuais, que fingem que sua religião não praticou a mesma intolerância anticientífica durante 2 mil anos.
NÃO É CHATO
Mas estou falando do filme “Alexandria” com tanta seriedade que o internauta já está pensando: “Porra, mais um filme chato!”
Não, não é chato. O diretor espanhol dá um show por trás das câmeras nos trazendo uma aventura com “timing” de aventura. Até os incultos e idiotas como eu gostam. Você não se chateia, mesmo nas cenas didáticas, porque é maravilhoso saber que uma mulher chegou à conclusão sobre a órbita elíptica que a Terra desenvolve em torno do Sol e acabou apedrejada por causa disso (entre outros motivos), isso num mundo onde as religiões, Catolicismo/Cristianismo dentro, diziam que o Sol girava em torno da Terra e ainda numa órbita circular perfeita.
Compre no seu pirateiro predileto a 2 ou 3 reais ou alugue na sua locadora preferida, pois hoje alugar também está baratinho.
“Alexandria” (“Agora” em Portugal) é um filme que merece ser visto, revisto e como diz o professor Ricardo Líper, acompanhe com vinho tinto meio-seco e cubos de queijo desnatado.
* Veja e dê sua opinião. Talvez eu tenha me passado em alguma coisa e gostaria de sacar outros ângulos.
Feira Anarquista em São Paulo
_______________________________
Carlos Baqueiro
cbaqueiro@terra.com.br
Em 2006 foi realizada a 1ª Feira Anarquista de São Paulo, que contou com
diversas atividades, dentre elas mostra de filmes, debates, exposição de
materiais, shows e leitura de poesias. Ao longo de um dia cerca de
1000 pessoas circularam pelo evento.
Cinco anos depois, a Biblioteca Terra Livre e o Coletivo Ativismo ABC,
organizam a 2ª Feira Anarquista de São Paulo, inspirada nas feiras que vem
ocorrendo em várias cidades do mundo e na tradição dos festivais operários
de propaganda e difusão do anarquismo no Brasil.
Acontecerá, como no evento anterior, uma mostra editorial e venda de livros,
jornais, revistas, fanzines e outros materiais libertários. A Feira de São
Paulo pretende reunir as editoras libertárias do país e do exterior.
Paralelamente à mostra editorial, haverá palestras e debates, assim como
diversas atividades culturais, como exibição de filmes e vídeos,
exposições, poesias, apresentações teatrais e musicais.
Todos estão convidados!
Assinar:
Postagens (Atom)




